28 fevereiro 2007

Agência Brasileira de Jogos de Azar

Os jornais de hoje abrem manchete para a declaração da CEF de que seus funcionários não estão envolvidos nas falcatruas em que se transformaram as loterias brasileiras.
É de matar de rir. O mesmo cara recebe mais de 500 prêmios de loterias diferentes, e o santo funcionário da caixa não tem essa informação na hora de pagar? Tá bom, a gente sabe que os sistemas de informática da CEF são de péssima qualidade, mas, isso é básico.
Na verdade, a quadrilha que se apossou do Brasil há mais de quatro anos só sabe negar a sua participação em qualquer ato ilícito ou ilegal. E cada vez eles têm que negar mais, porque a cada dia aparece uma sacanagem nova.
Gente, pra que serve a Caixa Econômica Federal? Precisa ter uma estrutura de Banco para controlar (e tão mal, como se vê) os jogos de azar oficiais? Pra fazer serviços bancários, o governo tem agentes melhores. Basta que se transforme oficialmente a CEF em ABRAJA - Agência Brasileira de Jogos de Azar. O resto entrega pro BB e BNB, ou leiloa que o BRADESCO e o ITAU vão se esfaquear pra comprar.

27 fevereiro 2007

Academia

Nós que tivemos uma overdose de academia no domingo, com a entrega do Oscar, temos agora outra academia sendo citada pela imprensa. Trata-se da Academia de Tênis. É um complexo de diversões com hotel, cinemas, piscinas, restaurantes, sala de shows (gigantesca), de propriedade do "mecenas" José Farani. Explico: O cidadão foi preso por sonegação fiscal, em virtude de não pagar nem 1 centavo de imposto, no período de 1992 a 1995, ou seja, 15 anos atrás. Ele alega que seu pequeno clube não tem fins lucrativos, é uma instituição filantrópica. Só se for Pilantrópica. Ou seja, a "justiça" levou 15 anos para pôr a mão no safado, e agora o advogado quer o benefício da prisão domiciliar porque o coitadinho já tem 79 anos.
Fala sério. Pouco importa se o velhinho já tem 60 ou 100 anos. Ele sempre burlou a lei. O problema é que com a demora nas investigações e nos recursos à justiça, quando sair o resultado do que aconteceu de 1995 pra cá, ele já terá morrido (se Deus quizer) há muito tempo.
Portanto, o que se exige não é só prisão pra ele. O que temos que exigir é que se confisquem os bens até o completo ressarcimento ao Estado.

CEF

A fraude agora denunciada, envolvendo lavagem de dinheiro, nas loterias da CEF é apenas a ponta do iceberg. Se resolverem investigar de verdade, talvez consigam responder por que saem tantos prêmios grandes (aqueles que acumulam várias semanas) para tantas cidades pequenas. Mas, nós realmente não podemos esperar que qualquer órgão do governo do "companheiro" trabalhe com competência e isenção.

13 fevereiro 2007

...and the Oscar goes to

A gente convive há décadas com notícias sobre o déficit da Previdência. Fizeram reformas, alteraram alíquotas, mudaram as regras, criaram idade mínima, etc. Agora vem o governo, através do presidente da República, dizer que não é nada disso. Que não tem déficit coisa nenhuma, que as contas não estão sendo bem feitas.
Vejam vocês, foi preciso que o grande matemático do Planalto orientasse os meninos da Previdência, sobre quais são as parcelas que devem ser consideradas, e as que não devem. Pronto. Não zerou, mas diminiuiu uma barbaridade.
Ok. Ele poderia ganhar o Oscar de efeitos especiais, não fosse por um detalhe: A Folha de São Paulo resolveu aplicar a metodologia lulista, usando os dados oficiais da Previdência para ver a quantas andava o "déficit" desde 2000.
Surpresa!!! De 2000 até 2002, havia superavit. Somente a partir de 2003, por coincidência início do des governo Lula, começou o déficit.
Entenderam, eles tentaram mudar a metodologia pra esconder o deficit, e a gente descobre que pela metodologia deles, todos os outros gevernos produziam superavit, exceto o deles.
VÃO SER INCOMPETENTES ASSIM, NA PUTA QUE OS PARIU.

11 fevereiro 2007

Empresa Pública & Empresa Privada

O jornalista Elio Gaspari, em sua coluna de hoje no OGlobo, conta essa historinha, que ilustra bem a diferença entre empresas públicas e empresas privadas:
"O metrô de São Paulo é estatal. Impedida de entrar no trem com seu cão-guia, uma advogada cega foi buscar seu direito na justiça. Brigou durante seis anos e três julgamentos, mas pravaleceu.
O metrô do Rio é privado. Uma senhora cega quis entrar com o seu cão.
Passada a perplexidade dos fiscais, ela entrou e foi contratada pela empresa para dar cursos de bom atendimento aos clientes com deficiências físicas."
-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-
E ainda tem um monte de gente que é contra as privatizações.

10 fevereiro 2007

A Raiz do problema

"Todos os candidatos à Presidência da República Federativa do Brasil – todos –, nos últimos 17 anos, comprometeram-se solenemente, no curso das respectivas campanhas eleitorais, a dar à educação prioridade absoluta. Nenhuma outra prioridade, diziam eles, com ênfase e consistência diferenciadas, se antepunha a essa, já que a ausência dessa é a matriz das demais mazelas nacionais.

Esse compromisso, sem exceção, consta dos programas de todos os que disputaram as primeiras eleições diretas pós-regime militar, incluindo os candidatos-picaretas de partidos de araque, as tais legendas “barrigas de aluguel”, a que se referia o falecido Ulysses Guimarães. Foi reiterado nas eleições seguintes, incluindo a do ano passado. Curioso destino, o das prioridades nacionais.

Nestes 17 anos, houve cinco eleições e quatro presidentes da República, de quatro partidos diferentes: Fernando Collor (PRN), Itamar Franco (PMDB), Fernando Henrique (PSDB) e Lula (PT). A responsabilidade (ou irresponsabilidade) com o tema e suas conseqüências está, pois, amplamente compartilhada. Ninguém está em condições de atirar a primeira pedra.

A evidência do fracasso conjunto manifesta-se já na primeira pergunta que sobre o tema habitualmente se faz. Não se indaga por que a educação não melhorou. Pergunta-se por que piorou. Mesmo não dispondo de estatísticas, o cidadão médio brasileiro tem a percepção clara de que o fator violência é cada vez mais presente entre os jovens. E não só os da periferia.

Aqui em Brasília, jovens da classe média cultivam o estranho hábito de juntar-se em gangues e assassinar gratuitamente outros jovens. Há dias, num dos shoppings mais badalados da cidade, o Píer 21, um grupo de seis rapazes, entre 18 e 25 anos, espancou um menino de 15 anos, sem que este tenha feito rigorosamente nada.

A vítima sobreviveu, mas terá que se submeter a cinco cirurgias no rosto e conviver com o trauma emocional, para o qual não há reparo cirúrgico. Não foi caso isolado e nada indica que deixará de repetir-se. Os seguranças do shopping, chamados a socorrer a vítima, fingiram que não era com eles. São pagos para proteger as lojas e o patrimônio do shopping, não as pessoas.

O abominável crime que vitimou há três dias, no Rio de Janeiro, o menino João Hélio, de seis anos, arrastado em carro roubado por bandidos pelas ruas de quatro subúrbios da cidade, fez reacender pela enésima vez a luz vermelha da segurança pública. Os criminosos tinham 16 e 18 anos. O que dirigia o carro, de 18 anos, já havia cometido latrocínio quando tinha 16 anos. Mas, beneficiado pelo Estatuto do Menor e do Adolescente, estava solto.

O seu parceiro no crime, que hoje tem 16 anos, poderá repetir em três anos (prazo legal máximo de detenção de menor) a sua saga: ser libertado, com a ficha criminal em branco (imposição da lei) e reincidir no crime, já que o sistema prisional brasileiro não oferece a mais remota chance de recuperação do detento.

Perplexa e indignada, a sociedade mais uma vez volta a discutir pena de morte e redução da idade penal. O primeiro quesito já mostrou sua ineficácia. Na periferia das grandes cidades brasileiras, sobretudo no eixo Rio-São Paulo, a pena de morte já vigora há muito tempo – e a violência não diminui (muito pelo contrário).

Alguém tem dúvida de que as milícias mineiras, que estão afugentando os traficantes das favelas cariocas, não hesitam em eliminar fisicamente os bandidos que enfrentam?

Hoje, elas figuram como solução para os aflitos moradores das favelas, vítimas da omissão criminosa do Estado. Bem em breve, serão o problema. Segurança pública é dever do Estado. Quando é exercida por outra via, não merece o rótulo de segurança.

Segundo o prefeito carioca César Maia, a taxa de homicídios no Rio e no Brasil, de pessoas acima de 30 anos ou de mulheres em qualquer idade, é semelhante à de países do Primeiro Mundo. Mas quando se trata de jovens do sexo masculino, na faixa de 15 a 24 anos, chega a ser até cem vezes (!!!) maior que a daqueles países.

Isso, claro, impõe revisão na idade penal mínima – e essa discussão já começou e desta vez, diante da multiplicação de crimes praticados por rapazes naquela faixa etária, deve produzir resultados mais efetivos. Mas, com certeza, não resolverá o problema da violência. Apenas aumentará a população carcerária.

E é aí que algumas providências precisam começar a ser tomadas. Prisão no Brasil é casa de ócio. Prisioneiro não trabalha, não produz – e consome. Lesa duas vezes a sociedade, quando a agride criminalmente e quando é sustentado pelo Estado, sem lhe dar contrapartida. Não há política penitenciária. Misturam-se presos de baixa periculosidade com os de alta. Nivela-se pelo pior.

Não há, excetuando-se um ou outro presídio-modelo, penitenciárias agrícolas que tirem o preso da ociosidade. O que se vê é o espetáculo das gaiolas humanas, que animalizam ainda mais quem lá está e produzem motins semanais, sob o olhar indiferente dos governantes.

Quando Collor assumiu a presidência, em 1990, Diego Nascimento da Silva, que dirigia o carro que esfolou o menino João Hélio, tinha apenas um ano. Seu comparsa, nasceria um ano depois. Quando FHC assumiu, em 94, Diego, com cinco anos, deveria estar numa creche. Provavelmente, estava solto na favela. Em 98, deveria estar cursando a 2ª série do 1º grau.

Na mesma seqüência, em 2002, estaria na 6ª série e, hoje, aos 18 anos, já estaria prestando exame vestibular. É a chamada ordem natural das coisas, na qual estão inseridos os que têm o privilégio de nascer em berço esplêndido. Diego, no entanto, estava na rua, roubando carros – e matando. Não faz parte da prioridade nacional. Em vez de cidadão, tornou-se um monstro.

Está preso e pode ser até morto numa cela. É comum. Isso, porém, não fará com que os índices de criminalidade diminuam, nem aplacará o sentimento de angústia e espanto da sociedade brasileira.

O quesito educação é o único que corta o mal pela raiz. Mas seus efeitos são de médio e longo prazos – e as eleições acontecem de quatro em quatro anos, sendo as únicas e efetivas prioridades dos governantes. É preciso reformar a política ou não sairemos jamais desse abominável círculo vicioso. "
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O artigo acima, de autoria do jornalista Ruy Fabiano, foi publicado em Brasília no Jornal da Comunidade, de hoje.
Me parece de uma clareza fantástica.

08 fevereiro 2007

Depois da revolta, a vergonha.

O que se pode dizer dos animais que fizeram aquela barbaridade com uma criança de 6 anos? O que seria suficiente como punição para um crime hediondo como aquele? Serão humanos? Podem até ser, mas provavelmente são de outra espécie do gênero humano. Numa hora dessas não há o que dizer aos pais daquela criança, aos irmãos, avós, tios, vizinhos... Eles podem ser condenados a 30 anos de cadeia, mas, os nossos queridos juízes, obedecendo a lei, os libertarão com apenas 5 anos (1/6 da pena). E ainda tem um de 17 anos que provavelmente sairá da FEBEM quando fizer 18.
A nossa esperança é que um carcereiro conte aos outros presos, o que eles fizeram. Só assim, podemos economizar o dinheiro da comida da cadeia, pra esses filhos da puta.
Gente, no que se transformou a nossa cidade! No que nós nos transformamos. A insensibilidade é geral. Nós podemos ver nas pessoas que são entrevistadas pela televisão, que o tom de voz não é de indignação, não é de revolta, não é de vergonha. Estão todas anestesiadas, conformadas com a trágica situação em que nos encontramos.
É. Está cada vez mais difícil manter a esperança.

01 fevereiro 2007

Mega Sena

Será que ninguém acha estranho a mega sena acumular diversas vezes, e quando acertam o prêmio é geralmente alguém de uma cidadezinha do interior?
Será que alguém já fez uma estatística disso aí?
Por que toda vez que saem prêmios normais, a maioria dos ganhadores é de São Paulo? Por que o número de apostas em São Paulo é infinitamente maior que em Aparecida de Goiás. Mas na hora que o prêmio acumula, é Aparecida de Goiás que ganha!!!!
Tem que ter alguma sacanagem. Não é possível.

30 janeiro 2007

Toupeiras

Hoje, na hora do almoço, a televisão ligada e passava o programa da Angélica. Aquele de competição. Estavam "competindo" Débora Seco e aquela sósia dela, Fernanda não sei o que.
Pergunta: qual a distância entre Miami e Rio Branco(Acre)?
Resposta da Débora Seco - 300.000 quilômetros;
Angélica (sem demonstrar espanto): -menos!
Resposta da outra - 100.000 quilômetros!!!
É espantoso.
Ah! Pra quem ficou curioso, a distância informada como correta pela produção é de 4.191 km.

20 janeiro 2007

Bussunda

Dizem que esse texto foi escrito pelo Pedro Bial. Pode ser que sim. Pode ser que não. Mas, não resta dúvida de que é muito interessante:
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Assisti a algumas imagens do velório do Bussunda, quando os colegas do Casseta & Planeta deram seus depoimentos.Parecia que a qualquer instante iria estourar uma piada.Estava tudo sério demais, faltava a esculhambação, a zombaria, a desestruturação da cena.
Mas nada acontecia ali de risível, era só dor e perplexidade, que é mesmo o que causa em todos os que ficam.
A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro: a morte, por si só, é uma piada pronta.
Morrer é ridículo.
Você combinou de jantar com a namorada,está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre.
Como assim?
E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?
Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer.
A troco do que?
Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente.Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu.Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...
De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis.
Qual é?
Morrer é um chiste.
Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas.Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira
Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu. Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas , mulheres e morre num sábado de manhã.
Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo
jeito.
Isso é para ser levado a sério?
Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo.Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas.
Ok....
Hora de descansar em paz.
Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz. Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas.
Morrer é um exagero.
E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas.
Só que esta não tem graça.
Por isso viva tudo que há para viver.
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Obrigado ao Erivaldo, pelo envio do texto

18 janeiro 2007

Enrolado

Vou tentar publicar de novo.

A Justiça do Rio rejeitou uma ação de indenização movida
pelo ex-presidente e senador eleito Fernando Collor de Mello, que se
sentiu ofendido por um artigo publicado na revista "Veja" em março
do ano passado. No artigo intitulado "Estado policial", o jornalista
André Petry comparava o escândalo do valerioduto à conturbada
passagem de Collor pela Presidência. Collor alegou que a revista
"abusou do direito de informar" ao fazer a comparação. Além disso,
ele lembrou que fora inocentado pelo Supremo Tribunal Federal (STF)
de todas as acusações por falta de provas e, por isso, seu caso não
poderia ter sido mencionado pela revista.

Os desembargadores da 15ª Câmara Cível do Tribunal da
Justiça do Estado do Rio decidiram por unanimidade negar o recurso.
Eles consideram que a reportagem foi editada dentro de um contexto
e a comparação histórica era válida. "Embora possamos avaliar a
indignação do autor, o certo é que não pode a imprensa apagar da
História o que representou na vida política do país o processo de
impeachment desferido contra ele. Calar-se sem nada documentar é
tornar inócuo o papel da imprensa", argumentou o relator Celso
Ferreira Filho.

Apesar de a decisão ser do fim do ano passado, só foi
publicada agora pela Justiça. Os advogados Alexandre Fidalgo e Thais
Matos afirmam nos autos que o resultado "é uma confirmação do
dever de documentar e divulgar fatos relevantes que envolvem a
história da nação".

Senado Collorido

A Justiça do Rio rejeitou uma ação de indenização movida pelo ex-presidente
e senador eleito Fernando Collor de Mello, que se sentiu ofendido por um artigo
publicado na revista "Veja" em março do ano passado. No artigo intitulado
"Estado policial", o jornalista André Petry comparava o escândalo do valerioduto
à conturbada passagem de Collor pela Presidência. Collor alegou que a revista
"abusou do direito de informar" ao fazer a comparação.
Além disso, ele lembrou que fora inocentado pelo Supremo Tribunal Federal (STF)
de todas as acusações por falta de provas e, por isso, seu caso não poderia ter sido
mencionado pela revista.

Os desembargadores da 15ª Câmara Cível do Tribunal da Justiça do Estado
do Rio decidiram por unanimidade negar o recurso. Eles consideram que a
reportagem foi editada dentro de um contexto e a comparação histórica era válida.
"Embora possamos avaliar a indignação do autor, o certo é que não pode a
imprensa apagar da História o que representou na vida política do país o
processo de impeachment desferido contra ele. Calar-se sem nada documentar
é tornar inócuo o papel da imprensa", argumentou o relator Celso Ferreira Filho.
Os advogados Alexandre Fidalgo e Thais Matos afirmam nos autos
que o resultado "é uma confirmação do dever de documentar e divulgar fatos
relevantes que envolvem a história da nação".
(OGlobo, Rio - 17/01/2007)
======================================================
Fala sério. Vocês não acham que esse Senador é de uma cara de pau incomparável?
E não é só isso. No Globo de hoje está sendo noticiado que ele não está satisfeito
com o gabinete que lhe foi destinado. Elle quer um gabinete VIP, pra poder aco-
modar, com conforto, todo o bando que vai com ele pra lá.
Aí a gente aproveita e fica sabendo que o Senador Sarney tem direito a um andar
inteiro de um dos anexos, e é lá que Collor quer o dele. Dizem que o gabinete do
Sarney era temporário, mas que ele gostou e não saiu mais, e aproveitou e levou pra
lá a filhinha Roseana, e os amiguinhos Marco Maciel, Gerson Camata e Paulo Paim.

Acho que não precisa de mais comentários.

13 janeiro 2007

Páginas da Vida

Tá bom, tenho que confessar. De vez em quando, não estou fazendo nada e acabo vendo uma novelinha aqui e outra ali. Hoje era um dia desses. Então fiquei sem saber: me explica o que um cara que não fuma estava fazendo com fósforos no bolso? E a facilidade pra pegar fogo? Vou ver se ele me ensina a acender a churrasqueira mais rápido.

Treino é treino, jogo é jogo

Enquanto os amadores policiais militares cariocas, treinavam para enfrentar seu maior rival, estes jogavam sério e faziam o serviço pra valer.
Como já dizia Boris Casoy, isso é uma vergonha!

10 janeiro 2007

Se a marca é CICA...

Gente, bloquear o acesso ao YouTube? Que paranóia é essa? O cara é desembargador, deve ter estudado pra cacete, como é que julga procedente a ação do tal do "Malzoni"? Se o cara não quer que o mundo veja ele fazendo sexo, por que diabos foi trepar numa praia cheia de gente?
Ô desembargador! Pega mais leve. Não adianta mandar tirar o sofá da sala...

Qual é a novidade?

  • O CV ataca no Rio, mas o governo federal, representado pelo grande Valdir Pires, vai mandar as tropas pra resolver o problema.
  • A seca está assolando o nordeste e o Exército leva caminhões-pipa para matar a sede da população. De repente, acaba a verba e o exército pára de levar água (até porque, tinha gente abusando - imagine que até banho eles queriam tomar - um absurdo!!!). Então o que fazer? O grande governo federal, representado pelo intrépido VP (aquele mesmo do Min. da Defesa), repassa 4 milhões de reais (uma verdadeira fortuna!) para o Exército continuar a cumprir o seu papel Constitucional.
  • Os aeroportos estão voltando ao normal, até porque quem tinha que viajar já viajou, pra lá e pra cá, mas o Carnaval vem aí e nós contamos com o nosso queridíssimo VALDIR pra manter as coisas sob controle.
Puxa vida. Como é bom voltar de férias e ver como as coisas mudaram.

09 janeiro 2007

Dá-lhe contador

É estranho. O counter de visitas do blog está sempre incrementando, já o de comments está praticamente zerado. Pessoal, será que um comentáriozinho, de vez em quando, é pedir muito???

É poda!!!!

Vinte dias viajando! Dezoito dias sem postar nada! Você chega em casa, liga o seu maravilhoso Pentium IV, com 2 GB de memória, processador de 3 GHZ, fuderoso, e o puto NÃO FUNCIONA!!
A merda do micro dá pau na BIOS, parece que a BOSTA da placa mãe P5WD2 da Asus, que o sacana do vendedor disse que era o último BONO do pacote, não está FUCKcionando.
Não há de ser nada. Tô no micro da minha filha. Vou ler meus 348 e-mails, responder alguns, deletar outros (quase todos). E vou ver se dá pra fazer pelo menos um (outro) Postzinho.
Eu devo ter sido muito feladaputa na minha encarnação passada.

22 dezembro 2006

Oração de Natal

Não sei quem é o autor, mas gostaria de publicar esta jóia da criatividade brasileira:
ORAÇÃO DE NATAL 2006

"Pelo projeto político do deputado Clodovil
Pelo “espetáculo do crescimento” que até hoje ninguém viu
Pelas explicações sucintas do ministro Gilberto Gil
Senhor, tende piedade de nós

Pelo jeitinho brejeiro da nossa juíza
Pelo perigo constante quando Lula improvisa
Pelas toneladas de botox da Dona Marisa
Senhor, tende piedade de nós

Pelo Marcos Valério e o Banco Rural
Pela casa de praia do Sérgio Cabral
Pelo dia em que Lula usará o plural
Senhor, tende piedade de nós

Pelo nosso Delúbio e Valdomiro Diniz
Pelo “nunca antes nesse país”
Pelo povo brasileiro que acabou pedindo bis
Senhor, tende piedade de nós

Pela Cicarelli na praia namorando sem vergonha
Pela Dilma Rousseff sempre tão risonha
Pelo Gabeira que jurou que não fuma mais maconha
Senhor, tende piedade de nós

Pela importante missão do astronauta brasileiro
Pelos tempos que Lorenzetti era só marca de chuveiro
Pelo Freud que “não explica” a origem do dinheiro
Senhor, tende piedade de nós

Pelo casal Garotinho e sua cria
Pelos pijamas de seda do “nosso guia”
Pela desculpa de que “o presidente não sabia”
Senhor, tende piedade de nós

Pela jogada milionária do Lulinha com a Telemar
Pelo espírito pacato e conciliador do Itamar
Pelo dia em que finalmente Dona Marisa vai falar
Senhor, tende piedade de nós

Pela “queima do arquivo” Celso Daniel
Pela compra do dossiê no quarto de hotel
Pelos “hermanos compañeros” Evo, Chavez e Fidel
Senhor, tende piedade de nós

Pelas opiniões sensatas do prefeito César Maia
Pela turma de Ribeirão que caía na gandaia
Pela primeira dama catando conchinha na praia
Senhor, tende piedade de nós

Pelo escândalo na compra de ambulâncias da Planam
Pelos aplausos “roubados” do Kofi Annan
Pelo lindo amor do “sapo barbudo” por sua “rã”
Senhor, tende piedade de nós

Pela Heloisa Helena nua em pêlo
Pela Jandira Feghali e seu cabelo
Pelo charme irresistível do Aldo Rebelo
Senhor, tende piedade de nós

Pela greve de fome que engordou o Garotinho
Pela Denise Frossard de colar e terninho
Pelas aulas de subtração do professor Luizinho
Senhor, tende piedade de nós

Pela volta triunfal do “caçador de marajás”
Pelo Duda Mendonça e os paraísos fiscais
Pelo Galvão Bueno que ninguém agüenta mais
Senhor, tende piedade de nós

Pela eterna farra dos nossos banqueiros
Pela quebra do sigilo do pobre caseiro
Pelo Jader Barbalho que virou “conselheiro”
Senhor, tende piedade de nós

Pela máfia dos “vampiros” e “sanguessugas”
Pelas malas de dinheiro do Suassuna
Pelo Lula na praia com sua sunga
Senhor, tende piedade de nós

Pelos “meninos aloprados” envolvidos na lambança
Pelo plenário do Congresso que virou pista de dança
Pelo compadre Okamotto que empresta sem cobrança
Senhor, tende piedade de nós

Pela família Maluf e suas contas secretas
Pelo dólar na cueca e pela máfia da Loteca
Pela mãe do presidente que nasceu analfabeta
Senhor, tende piedade de nós

Pela invejável cultura da Adriana Galisteu
Pelo “picolé de xuxu” que esquentou e derreteu
Pela infinita bondade do comandante Zé Dirceu
Senhor, tende piedade de nós

Pela eterna desculpa da “herança maldita”
Pela fama do “chefe” abusar da birita
Pelo novo penteado da companheira Benedita
Senhor, tende piedade de nós

Pela refinaria brasileira que hoje é boliviana
Pelo “compañero” Evo Morales que nos deu uma banana
Pela mulher do presidente que virou italiana
Senhor, tende piedade de nós

Pelo MST e pela volta da Sudene
Pelo filho do prefeito e pelo neto do ACM
Pelo político brasileiro que coloca a mão na “m”
Senhor, tende piedade de nós

Pelo Ali Babá e sua quadrilha
Pelo Gushiken e sua cartilha
Pelo Zé Sarney e sua filha
Senhor, tende piedade de nós

Pelas balas perdidas na Linha Amarela
Pela conta bancária do bispo Crivella
Pela cafetina de Brasília e sua clientela
Senhor, tende piedade de nós

Pelo crescimento do PIB igual ao do Haití
Pelo Doutor Enéas e pela senhorita Suely
Pela décima plástica da Marta Suplicy
Senhor, tende piedade de nós

Por fim
Para que possamos festejar juntos os próximos natais
Senhor, dá-nos a paz".
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Pois é. Peço desculpas aos meus eventuais e pacientes leitores, mas estou em merecidas férias, então os Posts vão ser bem mais raros até meados de janeiro. Mas, eu prometo que sempre que tiver uma oportunidade como essa faço um "postezinho".
Feliz Natal pra todos.

14 dezembro 2006

Só mais uminha

Esse é um pedido muito especial: Senadora Heloísa, antes de sair, que tal dar uns "tapinhas" naquela inacreditável (com licença da palavra) Ideli? Ô mulherzinha cínica, carreirista, aproveitadora...