28 maio 2009

SAC

A gente acorda, e dá de cara com uma notícia dessas no jornal: "Casal de Minas Gerais devolve menina adotada e MP vai à justiça por pensão até que complete 24 anos."
A que ponto chegamos. Agora a gente pode entender mais um pouco, o que é sociedade de consumo. Parece aquela situação em que a gente se encanta por um bem, faz o maior esforço pela posse, consegue, e... não era bem aquilo que a gente queria.
Pode parecer muito cinismo dizer isso, mas não foi exatamente o que parece ter acontecido? É difícil falar sobre isso, sem fazer um juízo de valor. O casal conviveu com a menina, de 8 anos, durante 6 meses na casa de adoção. Depois, ficou mais quase 8 meses com a criança em casa, em guarda provisória. Acostumou-a com outro nome, que deram a ela, informalmente, aí foram para a audiência de adoção, e então disseram ao Juiz que não tinham mais intenção de ficar com a criança. E se recusam a dizer a razão.
A menina, que agora voltou ao abrigo para aguardar nova família, se apresenta confusa. Ora se refere a si própria pelo nome de batismo, ora pelo novo nome dado a ela. Se refere ao casal como pais. Que tristeza!
E, sabem o que é mais chocante? O promotor de justiça declarou que a devolução de crianças é comum! Sei não, mas acho que é o caso de implantar um SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) nas Varas de Infância e Juventude.

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