17 abril 2011

A Inveja é uma m......

Vamos combinar, a Rita Lee já deu o que tinha que dar, faz um tempinho. Deve ter uns 15 anos que não compõe nada de novo. Ainda é chamada para alguns shows saudosistas, onde canta aquelas mesmas baladinhas que fizeram sucesso há 20 anos ou mais. Mas, ainda tem umas pessoas, especialmente aquelas com mais de 40 anos, que lembram que ela era uma artista "moderninha".
Pois bem. Durante a apresentação da provecta senhora no evento denominado "virada cultural", em São Paulo (claro, só podia ser!) ela declarou em alto e bom som: "Rock In Rio é um cemitério musical comparado a Virada Cultural paulistana". Vocês entenderam? E sabem quem participa da tal virada? Rita Lee, RPM, Plebe Rude, Ritchie, e outros menos votados.
Acho que já era hora da vovozinha parar de fumar certas coisas...

08 abril 2011

Oportunismo

Nessas horas de tragédia, de dor, de violência irracional, o que mais se vê por aí? Oportunismo. É um tal de psicanalista, psiquiatra, sociólogo, jornalista, padre, médico, governador, presidente, prefeito, policial, político, o diabo a quatro dando palpites em tudo, sabendo as explicações para tudo o que acontece, culpando uns ou outros pelos males do mundo, bastando para tanto que uma câmera de vídeo de uma emissora de televisão aponte em sua direção. Nessa hora todos são filósofos e bons, e têm conselhos a dar às vítimas, às famílias das vítimas, e a todos nós, pobres mortais, que estamos ali assistindo meio que em estado de choque.
Raramente se vê alguém usar o bom senso, e dizer que um acontecimento como esse se explica por si só e é tão lamentável quanto inevitável.
É óbvio que não se pode culpar a política do estado para os doentes mentais, não se pode culpar a escola, por não ter "sequer um porteiro", não se pode culpar a indústria de armas, porque está claro que a arma cumpriu a sua finalidade que é a de matar, pois para isso ela existe, não se pode culpar o plebiscito do desarmamento, porque também é óbvio que aquelas armas não foram adquiridas de forma legal, mas, uma coisa nós temos a obrigação de constatar: o crime guarda muitas semelhanças com aqueles cometidos por fanáticos religiosos.
A carta com aquelas coisas de "impuros" e "castos" são reveladoras de uma mente fanática, além de paranóica.
Mas, será que também não é fanático e paranóico o policial que atirou no doente, quando diz "foi Deus quem me colocou ali"? Ou o pai que diz "por um milagre de Deus, a minha filha sobreviveu"?
Ora, façam-me o favor! Se Deus estava realmente preocupado com aquela gente, por que não colocou o policial lá, alguns minutos antes? Quem sabe não era para atender aquele preceito: "vinde a mim as criancinhas?"

07 abril 2011

Provocação

O "cara" agora desandou a dar palestras. Dizem que cobra bem, entre 150 e 250 paus, e montou até uma empresa em sociedade com o notório Okamoto, aquele que paga as suas dívidas sem você sequer saber. Vendo o interesse do mercado em ouvir o que a anta tem a dizer, me dá a impressão que esse pessoal comparece a essas palestras, muito menos para ouvir o conteúdo, e muito mais pela curiosidade de ver um ser desta espécie, que fala. Porque é claro que todos sabem que não é ele que escreve, semi-alfabetizado que é, mas ainda assim, talvez por atiçar a curiosidade, os salões estão sempre lotados.
Dessa última vez, a palestra foi em Washington, num fórum de "líderes do setor público", organizado pela expressão maior do "setor privado", a Microsoft. Não podemos negar que o sujeito tem ousadia. Em pé lá na frente, olhando aquele monte de gente lá embaixo, com fones de ouvido da tradução instantânea, tentando entender o que o homem queria dizer quando defendia a política de educação do seu governo. E o pessoal se perguntando se "esse não é aquele cara que foi presidente daquele país que fica sempre em último lugar, nas olimpíadas de matemática?" Pois é. E também do país que 3 em cada quatro leitores, não conseguem compreender o que leem.
Mas, tudo bem. Pelo menos, agora, ele não está mais por nossa conta.

06 abril 2011

E por falar em herança

Esta notícia foi publicada originalmente na coluna do jornalista Ivan Santos, no Jornal Correio de Uberlândia, citando como fonte o "Estadão":
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"O presidente Lula deixou um pepino enorme para Dona Dilma descascar. É como uma herança maldita. Trata-se de um abacaxi cruzado com pepino, ou seja: uma dívida de R$ 128,8 bilhões pra pagar. Este é problema mais sério do que o desequilíbrio das contas públicas que obrigou a presidente a anunciar um corte de R$ 50 bilhões no Orçamento da República. Esta história triste está na edição da última quarta-feira, do jornal “O Estado de S. Paulo”, que informou: “Foram restos a pagar deixados pelo Governo que teria maquiado as contas de 2010”. É um problemão fiscal de arrepiar qualquer governante, segundo um pesquisador do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) que descobriu a maquiagem das contas do Governo. Ainda segundo o “Estadão”, o secretário do Tesouro, Arno Augustin, “o Governo só pretende quitar R$ 41,1 bilhões dos atrasados em 2011”. As outras despesas não pagas – muitas ainda em fase inicial de contestação – deverão ser canceladas. Isto indica calote nos restos a pagar, situação que acendeu sinais de alerta no Congresso, porque a maior parte dos débitos refere-se a emendas parlamentares do Orçamento de 2010. Se as emendas forem congeladas, muitos parlamentares ficarão em má situação nas Bases Eleitorais, onde já anunciaram recursos para obras de interesse popular. Dona Dilma poderá, simplesmente, dizer: reconheço as dívidas, pagarei quando puder… se for possível.

Maquiagem

A prática de maquiar despesas e jogá-las para o futuro, segundo o pesquisador do Ipea, começou em 2003 e, em 2010, cresceu 24% em comparação com a mesma prática de 2009. Uma observação superficial leva à conclusão de que o Governo passado manipulou as contas a pagar a fim de ter mais dinheiro para garantir a distribuição de “bondades”.

Jogo de empurra

Ainda segundo “O Estado de S. Paulo”, “a política adotada foi empurrar as despesas para o futuro e assim melhorar o resultado fiscal de um ano. Essa prática vinha sendo utilizada desde 2003, quando o então ministro da Fazenda, Antônio Palocci, ganhou a confiança do mercado após elevar a meta de superávit primário”. Manipulação pura!

Silêncio perigoso

A revelação do jornal paulista é surpreendente. Hoje, o que causa espanto é o silêncio no Congresso sobre o assunto. A Oposição permanece calada à espera da manifestação pública que não há, por falta de cobertura dos veículos de comunicação de massa sobre o assunto. Esta indiferença vai custar caro ao povo brasileiro!"

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Olha, é tanta imoralidade que fica difícil até comentar. Com certeza, esse deve ser o tal de fogo amigo de que tanto se fala.
Agora, imaginem se o eleito fosse o Serra. E se o Serra dissesse estas coisas.
Dá licença que eu vou ali vomitar, e já volto.

Herança

O título da matéria do Globo é:
"Gasto mensal com cartão corporativo aumenta 62% na gestão Dilma."
Caramba, pensei eu, a porra do mandato só tem 3 meses e já aumentou os gastos secretos em 62%? Aumentar os gastos do governo anterior é uma façanha gigantesca, afinal a gastança do sapo barbudo e de sua Barbie era de fazer inveja aos ditadores do norte da África.
Mas, aí a gente vai ver as justificativas da nova dona do pedaço, e o que encontra?
Segundo o Palácio, parte dessas despesas - exatos R$ 855 mil - refere-se a herança deixada pelo governo lula, já que a fatura de janeiro incorpora os gastos de dezembro.
Vamos fazer as continhas: A média do ano passado era de R$ 512 mil só os gastos secretos da presidência, e em dezembro subiu para R$ 855 mil. Já era um absurdo, R$ 512 mil todo mes, aí, no fim do ano, com as festas e as despedidas passou para R$ 855 mil. Quase 1 milhão de reais, sem comprovação, sem registro, sem porra nenhuma.
E a gente achou um absurdo quando descobriu que o cartão foi usado, no passado, para comprar um vestido para D. Rosane Collor.

02 abril 2011

Vamos dar uma enforcadinha?

Essa polêmica entre o CNJ e os tribunais regionais ainda vai dar "panos pra manga". O CNJ, acertadamente, está exigindo que os tribunais pelo país afora, cumpram horário de trabalho igual, de 09 às 18:00. Baseiam a decisão no fato de que existem milhões de processos parados, por "falta de tempo" para o julgamento. 
Pois é. O juízes e os servidores da justiça trabalham apenas 6 horas diárias. A gritaria dos juízes é geral. Alguns insanos reclamam até que no norte e nordeste, o calor à tarde é insuportável, o que justificaria trabalharem apenas meio expediente. A gente até sabe que algumas regiões do país são mais atrasadas, mas com certeza já chegou a todas o ar condicionado, que podemos afirmar, está presente em 100% das varas país afora.
Eu acho que não é só por causa do expediente de 6 horas que o serviço está acumulado. Se a gente prestar atenção, qualquer coisa é motivo de "recesso" da justiça. Eles não trabalham entre 20 de dezembro e 10 de janeiro; depois vem o carnaval e aproveitam pra tirar mais uma semaninha. Na "semana santa" mais uma semana nada santa. Qualquer feriado que caia na terça mata-se a segunda, se cair na quinta, mata-se a sexta, e algumas vezes o feriado que ousar cair numa quarta-feira, condena toda a semana ao "sacrifício do descansismo". Além disso, ainda tem o dia do advogado, o dia da justiça, etc., etc. E todos eles têm direito aos seus sagrados 30 dias de férias por ano, que ninguém é de ferro.
Mas, não adianta a gente se iludir. Mesmo que, por milagre, vingue o horário estendido, o que não acredito, certamente virá acompanhado de um belo reajuste salarial que consolará sua excelências e seu séquito de servidores.

31 março 2011

O Preconceito

Normalmente eu gosto de evitar esse assunto, por receio de ter sempre que voltar a ele, mas, dessa vez, o que estão fazendo com o Bolsonaro me parece ser de uma covardia sem tamanho.
Afinal de contas, nesse nosso paiseco, as pessoas têm ou não têm direito de ter opinião? Sem querer entrar no mérito das opiniões do deputado ou da cantora, eu acho que eles têm direito de divergir. As minorias estão falando de maneira ensurdecedora. A voz esganiçada dos gays quer se sobrepor a todas as outras vozes.
Não acredito que tenho havido racismo na resposta que ele deu à Preta Gil. Ele argumentou que se confundiu com a pergunta, imaginando que estavam no mesmo assunto dos gays, então quando perguntado qual seria a sua reação se um filho se apaixonasse por uma negra, entendeu que estavam perguntando a sua reação a uma possível paixão por um gay.
Não é difícil que isso tenha acontecido, as perguntas são editadas e feitas de forma atabalhoada. Bolsonaro argumentou que foi entrevistado por um laptop.
Se isso é verdade, e eu estou propenso a acreditar que seja, até porque o deputado não tem o costume de desmentir o que disse, a filha do ex-ministro está se aproveitando da situação, os deputados estão aproveitando pra fazer uma média com as minorias, a imprensa está capitalizando a polêmica, e nós estamos assistindo.
O outro assunto, a questão da homofobia, será que já não podemos discordar, nem em pensamento, da pregação homossexual vigente? Temos todos que concordar que ser gay é bom? Que é motivo de orgulho? Será que alguém pode ser processado por achar melhor a heterossexualidade? Eu nem estou falando em atos de agressão à pessoas homossexuais, eu estou falando no campo das idéias. Teremos todos que defender a posição dos gays? Aceitar a idéia de que possam adotar crianças e criá-las como se pai e mãe fossem?
Desculpem, mas não acho que seja preconceito discordar disso tudo. Eu quero ter o direito de achar melhor do outro jeito, que sempre funcionou.
Claro, não podemos ser contra a existência deles, mas não devemos incentivar. Não temos o direito de dizer as nossas crianças que tanto faz, ou até, como vemos hoje em dia, que é melhor o caminho do "arco-íris".
Já a questão dos negros, eu tenho que dizer que acho que os negros são os maiores racistas que existem. Eles discriminam muito mais que as outras raças. Mas, será que também não podemos discordar da maneira como esse assunto é tratado? Eu posso ser chamado de branquelo, mas não posso chamá-los de crioulos? Eles devem ter direito a uma cota para estudar, mesmo sem ter condições intelectuais melhores que os oponentes?
Vamos acabar com a hipocrisia. Afinal, precisamos de cérebros ou de molduras? Cérebros não têm cor.

30 março 2011

Nonsense

Como é que pode, alguém que nunca leu um livro e não sabe escrever, receber um título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Coimbra?
Os que receberam o título antes dele, devem estar muito chateados com a perda do valor da outrora tão valorizada comenda.

SDE

Anteontem eu falei aqui sobre a mistura da água na gasolina, e aproveitei para apontar o dedo para o cartel dos postos em Brasília. Pois bem. Hoje saiu a seguinte notícia nos jornais daqui:
''Após 15 (QUINZE) meses (MESES) de investigação, a Secretaria de Direito Econômico (SDE), ligada ao Ministério da Justiça, diz ter indícios (INDÍCIOS) de que o Sindicombustíveis-DF, sindicato dos postos, tenta interferir nos preços finais praticados nas bombas. O sindicato disse que só se pronunciará sobre a investigação quando for notificado."
Os termos entre parênteses, obviamente, não fazem parte do texto original, são a minha modesta contribuição.
É ou não é muito cinismo? A tal secretaria precisou de 15 meses de investigação para ter indícios do que todo mundo sabe. Provavelmente, vai levar outros 15 meses para notificar o indiciado.
E esses caras querem ser levados a sério.

29 março 2011

Perdoar? Como?

O caso das duas irmãs adolescentes assassinadas em Cunha, no interior de São Paulo, choca também por nos fazer constatar que a violência já não escolhe o ambiente das grandes cidades para se manifestar. Cidadezinha de 25.000 habitantes, metade na zona rural, Cunha é o maior município do interior de São Paulo, em extensão territorial, com 1410 km2. Localizada na Serra do Mar, pertinho de Paraty, Cunha abriga o mais criativo centro de cerâmica de alta temperatura do país.
Embora ainda não esteja esclarecido o caso, tudo leva a crer que as irmãs, de 17 e 16 anos, foram vítimas de abuso sexual, e em seguida assassinadas à tiros. 
Segundo a Folha, a delegada da Seccional de Guaratinguetá pediu a prisão preventiva de um suspeito. Ontem, a delegada já tinha informado que ele se mudou recentemente para a cidade e teria feito comentários sobre a beleza de uma das garotas. Ela disse ainda que ele tem passagem pela polícia e é foragido, mas não informou por qual crime. 
Apesar de tudo isso, durante o enterro das meninas, o pai declarou que perdoa, "do fundo do coração" o assassino das filhas. 
Viram bem? Ainda nem pegaram o cara, ainda nem sabemos o motivo da barbárie e o pai se apressa em declarar perdão?
Sorry, mas eu não perdoo o pai.

28 março 2011

Voce pensa que cachaça é água?

A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou um aumento de 150% na quantidade de água que é misturada ao álcool anidro que, por sua vez, é misturado à gasolina que nós consumimos.
Vai passar de 0,4% para 1%. A gasolina consumida pelos brasileiros é composta pela mistura de 25% de álcool anidro. Essa medida vale até 30 de abril.
A origem dessa notícia é a agência Globo, através de sua página G1.com.
Por quaquer ponto de vista que a gente analise uma notícia dessas, é revoltante.
Aqui, tudo acaba em sacanagem. As agências reguladoras só servem para legitimar as falcatruas, a ganância, a roubalheira. A gente não vê uma notícia de que a ANP puniu uma distribuidora, ou até mesmo um posto ou sindicato por formação de cartel (em Brasília, por exemplo, todos os postos vendem os combustíveis pelos mesmos preços, não há concorrência pela diferença de preços).
Aliado a tudo isso, vemos que o combustível aqui é dos mais carfs do mundo. Numa comparação com o preço em euros, vemos que em Buenos Aires, Argentina custa EUR$ 0,77 e em Santiago, Chile o preço é de EUR$ 0,90 e em Brasília custa EUR$ 1,23. Sabem quanto o Chile produz de petróleo? Nada. ZERO.
E o Brasil? Eles dizem que somos autosuficientes, mas a Petrobrás está importando gasolina e exportando para a Argentina a US$ 0,60. Entenderam? 60 centavos de dólar, pelo litro da gasolina PURA.
Acho que agora dá pra entender como a Petrobrás consegue resultados extraordinários, apesar de toda aparelhada pelo PT.

Esse artigo foi produzido por sugestão do meu amigo Maletta.

25 março 2011

Abre a porta, mariquinha...

Casa Branca


Ver o Obama tentando entrar em casa, e não conseguindo, não tem preço.

Sean

Já falei aqui, neste espaço, a respeito do caso Sean. (Aqui deveria ter um link para a postagem em referência, mas eu não sei fazer isso). Tenho que voltar ao assunto motivado pela carta enviada pela OAB à presidente da República, pedindo a sua interferência junto ao presidente americano, para tentar ajeitar as coisas da maneira que interessa à família brasileira do menino.
A carta motivou uma resposta da Fundação Bring Sean Home (Tragam Sean para Casa), na medida certa para calar o presidente da OAB. Ainda assim o tal de Ophir Cavalcante Júnior, que é o cara da OAB, procurou desmerecer a resposta com a seguinte tréplica: ''a reação da fundação demonstra a postura de segmentos da sociedade norte-americana sobre o tratamento que querem dar às outras nações''. 
Da leitura das cartas, podemos facilmente entender a motivação das partes envolvidas.
A carta da OAB, endereçada à presidente da República, foi tornada pública pela própria OAB com a intenção clara de se aproveitar do apelo popular que o caso apresenta, para receber alguns dividendos de simpatia. Depois da resposta que recebeu, só demonstra despreparo, desrespeito e oportunismo.
Façam vocês, o seu próprio julgamento lendo as cartas aqui citadas e mais a nota dos advogados do pai do menino.
A fonte de todos os documentos é o site da Folha de São Paulo:

Carta da OAB à presidente Dilma:
Excelentíssima Senhora
Presidenta Dilma Rousseff
Brasília, DF
Como deve ser de conhecimento de Vossa Excelência, em face de o assunto ter ganhado repercussão na mídia internacional, são inúmeras as dificuldades impostas pela justiça norte-americana para contatos regulares dos familiares brasileiros ao menor Sean Goldman, algumas das quais caracterizando uma clara violação aos preceitos e normas relativas aos direitos humanos.
Por esta razão, sente-se a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), sem entrar no mérito de decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal assegurando a guarda da criança ao pai biológico residente naquele país, no dever de apelar para sua intercessão junto ao Presidente dos Estados Unidos da América do Norte, Barack Obama, no sentido de que cessem os óbices às visitas de caráter afetivo, naturais nas relações familiares que os unem.
Ocorre que, a partir de posterior decisão proferida pela Justiça norte-americana, negou-se à família brasileira e à criança o direito à convivência familiar, mesmo que por meio de visitas no território daquele País, e, além disso, proibiram-se contatos telefônicos que não fossem realizados em língua inglesa, bem como a utilização da palavra 'saudade'.
Esperamos que Vossa Excelência, como mãe, entenda o sentido desse apelo, que não visa criar embaraço diplomático, mas exclusivamente reiterar o compromisso de nossa Nação com a integridade da Declaração Universal dos Direitos Humanos, bem como da Convenção de Haia, que identificam na família um valor indispensável para a formação da sociedade.
Diante do exposto, apresento nossos protestos de respeito e consideração.
Cordialmente,
Ophir Cavalcante Junior
Presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) 
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Carta da Fundação Bring Sean Home para a OAB:
Prezado Sr. Cavalcante,
Escrevemos em reposta à sua carta dirigida a Presidente Dilma Rousseff, datada 20 de março de 2011, na qual o senhor requisita que Vossa Excelência interceda junto ao Presidente Obama em favor dos avós maternos de Sean Goldman. Gostaríamos de aproveitar a ocasião para ressaltar algumas considerações que deveriam ter sido feitas antes deste pedido.
O senhor teve a oportunidade de ler o parecer do Juiz Michael Guadagno da Corte Superior de Nova Jersey, EUA? Pedimos porque embora o senhor tenha feito uma referência à decisão, nos parece que o senhor esta inferindo que a corte de Nova Jersey tenha negado o pedido de visitação feito pelos avós maternos. Como advogado, o senhor certamente deve ter cuidadosamente lido e compreedido a opinião legal anexada a esta decisão. A decisão de 17 de fevereiro de 2011 claramente define que os avós maternos não tiveram seus direitos de visitação negados. O juiz estabeleceu que "o pai de Sean, David Goldman, havia concordado em permitir as visitas mediante algumas condições; porém os avós rejeitaram essas condições e buscaram pela via judicial compeli-lo a essa visitação, passando por cima das determinações estabelecidas pelo pai. Pelas razões que serão demonstradas em seguida, o pedido de regulamentação de visitas foi julgado improcedente." Mais adiante o Juiz Guadagno declara que "dado às provas documentadas dos danos que os Ribeiros causaram a Sean no passado, as condições de David para as visitações eram eminentemente razoáveis" e que "conquanto o pedido dos avós seja negado, eles continuam a deter a chave da visitação com seu neto. O cumprimento das condições justas e razoáveis estabelecidas por David permitirá a eles novamente usufruir da relação especial reconhecida pelo legislador quando aprovou o Estatuto das Visitas de Avós do Estado de Nova Jersey." (GVS - Grandparents Visitation Statute). [1]
Mesmo sabendo que os avós maternos poderão visitar Sean desde que cumpram com as "condições justas e razoáveis", o senhor requisitou a intervenção dos presidentes do Brasil e dos EUA por acreditar que esta situação se assemelhe a uma crise humanitária! Deixaremos que o povo brasileiro julgue se isto é um bom uso do tempo e recursos de sua presidente. Gostaríamos de ressaltar a natureza hipócrita de sua posição diante das declarações anteriores de sua organização em 15 de março de 2009, na qual criticou a pressão dos Estados Unidos pelo retorno do Sean sob a Convenção de Haia. O então presidente da OAB, o Sr. Cézar Britto, declarou que a OAB se opunha a qualquer tática que impugnasse a soberania do judiciário brasileiro neste caso. No entanto, é exatamente isto o que o senhor está fazendo ao impugnar a soberania da justiça americana. Sob a lógica da OAB, a pressão do governo americano no judiciário do Brasil é inaceitável, enquanto pressão do governo brasileiro no judiciário americano e nas cortes de jurisdição competentes de acordo com a convenção de Haia, é perfeitamente legítima.
É também interessante que o senhor se refere a Convenção de Haia como um mecanismo legal no qual os avós maternos têm direito a visitação quando no passado a família brasileira conclamara que este tratado não era válido enquanto Sean estava no Brasil. Além do mais, sua sujeição em relação à Convenção de Haia, demonstra uma distorção gritante na finalidade da própria Convenção. Sugerimos que o Sr. leia os Artigos 7, parágrafo [f] e Artigo 21, sobre 'os direitos de acesso' ao abrigo da Convenção [2]. Está claro que os direitos de acesso são para aqueles genitores que tiveram seus filhos abduzidos! Não é preciso ser um jurista para saber que uma criança raptada, que foi devolvida por meio da Convenção de Haia não pode, de forma alguma, ser considerada como tendo sido re-abduzida após seu retorno ao seu país de origem.
Senhor Cavalcante, é interessante notar que o senhor e a OAB jamais expressaram nenhuma preocupação sobre a violação de direitos humanos que resultou na abdução e retenção ilegal do menor Sean Goldman por mais de 5 anos. Se direitos humanos são tão importantes para a OAB, talvez o seu tempo seja melhor aproveitado defendendo pais e mães brasileiros cujos filhos foram abduzidos dentro do território nacional ou para países estrangeiros, além de apressar a resolução de casos de abdução sob a Convenção de Haia tanto no Brasil quanto no exterior. Nós temos certeza que estes pais e mães vitimas de abdução adorariam ter o apoio da OAB.
Não nos surpreenderia se a Presidente Dilma Rousseff tenha tido o bom senso de não trazer à tona este assunto em seu encontro com o Presidente Obama.
Sinceramente,
Fundação Bring Sean Home 
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Nota dos advogados de David Goldman sobre o caso:
A propósito de recentes notícias veiculadas pela imprensa brasileira, o Dr. Ricardo Zamariola Junior e a Dra. Patricia Apy, advogados do Sr. David Goldman no Brasil e nos Estados Unidos, vêm a público para restabelecer a verdade dos fatos e esclarecer o quanto segue:
(a) o Sr. David Goldman jamais se opôs à visitação de seu filho pelos avós brasileiros, apenas apresentou algumas condições razoáveis para que essa visitação pudesse ocorrer sem prejuízo ao bem-estar do menor;
(b) as condições apresentadas pelo Sr. David Goldman foram as seguintes: (i) que todas as ações judiciais em trâmite no Brasil contestando o retorno do menor aos EUA fossem encerradas; (ii) que os avós maternos se consultassem por período determinado de tempo com o psicólogo do menor nos EUA, que, em conjunto com as partes, definiria a frequência e duração das visitas; e (iii) que a visitação não fosse exposta à imprensa e que fosse mantida a confidencialidade de todas as comunicações trocadas entre os participantes da visita;
(c) essas condições estão expressamente mencionadas em ordem judicial proferida pela Corte Superior de Nova Jérsei no dia 17 de fevereiro de 2011, documento público cujo conteúdo pode ser acessado por qualquer pessoa pela internet;
(d) os avós maternos do menor, no entanto, não aceitaram as condições apresentadas pelo pai da criança, preferindo dar continuidade a pedido judicial de visitação forçada do menor, o qual, mais tarde, acabou indeferido pela Corte Superior de Nova Jérsei;
(e) da mesma forma, o Sr. David Goldman jamais se recusou a permitir que o menor fosse visitado por autoridades diplomáticas brasileiras;
(f) muito pelo contrário, a advogada do Sr. David Goldman nos EUA chegou a se reunir pessoalmente com representantes do Consulado do Brasil em Nova Iorque, discutindo os termos da visita consular, abrindo as portas da residência e da escola da criança, havendo todos concordado que a visita seria conduzida com a máxima discrição e que as informações colhidas pelas autoridades brasileiras seriam confidenciais e para uso exclusivo do governo brasileiro;
(g) pouco mais tarde, representantes do Consulado do Brasil em Nova Iorque entraram novamente em contato com a advogada do Sr. David Goldman nos EUA, noticiando que as informações colhidas pelas autoridades brasileiras durante a visita consular deveriam ficar à disposição de quaisquer pessoas interessadas no Brasil, sem maiores especificações de quem seriam essas pessoas;
(h) em 20 de abril de 2010, a advogada do Sr. David Goldman nos EUA encaminhou correspondência ao Consulado do Brasil em Nova Iorque, lamentando e assegurando que o menor permanecia à disposição para a visita consular a qualquer momento, desde que fosse garantido pelas autoridades diplomáticas brasileiras que as informações colhidas na visita seriam confidenciais e de uso exclusivo do governo brasileiro;
(i) em 23 de fevereiro de 2011, a advogada do Sr. David Goldman nos EUA recebeu comunicação de advogados dos avós brasileiros do menor, mencionando a gravidade do estado de saúde do avô materno e solicitando visitação 'por razões humanitárias';
(j) a advogada americana do Sr. David Goldman imediatamente entrou em contato com o Dr. Jonathan Wolfe, subscritor do pedido de visitação em nome dos avós brasileiros, a fim de discutir os termos em que a visita solicitada poderia ser realizada, sugerindo contato por via eletrônica ou até que o menor eventualmente se deslocasse para país mais próximo ao Brasil, onde o encontro poderia ocorrer, caso o avô não tivesse condições de viajar aos EUA;
(l) o Dr. Jonathan Wolfe afirmou que entraria em contato com os avós brasileiros e retornaria a ligação, retorno esse que, lamentavelmente, jamais aconteceu - ao contrário, dias depois a advogada americana do Sr. David Goldman foi intimada a responder aos termos de novo pedido judicial de visitação forçada apresentado pelos avós brasileiros nos EUA;
(m) em 15 de março de 2011, antes do falecimento do avô materno do menor, a advogada americana do Sr. David Goldman encaminhou carta aos advogados brasileiros e americanos dos avós maternos lamentando a interrupção das discussões relativas à visitação solicitada;
(n) por recomendação dos advogados brasileiros e americanos do Sr. David Goldman, o menor infelizmente não virá ao Brasil para as solenidades relativas ao falecimento de seu avô materno;
(o) são absolutamente lamentáveis as afirmações atribuídas hoje pela imprensa ao advogado Sérgio Tostes, no sentido de que o menor Sean sofreria de obesidade mórbida e quadro depressivo - essas afirmações não correspondem à realidade e dificultam ainda mais o encontro de um entendimento entre duas famílias cujo relacionamento é já tão desgastado.
O Sr. David Goldman esclarece que continua disposto permitir o contato de seu filho com a avó materna, bastando, para isso, que sejam aceitas as razoáveis condições estabelecidas pelo pai para a visitação.
Por fim, o Sr. David Goldman, sua família e seus advogados expressam pesar pela triste notícia do falecimento do avô materno do menor.

24 março 2011

Ficha Limpa

A decisão da Suprema Corte negando aplicabilidade imediata à Lei da Ficha Limpa, frustra a sociedade? Sim, frustra e muito. É uma merda ver alguns dos bandidos que tinham saído, voltarem aos seus cargos? Sim, é uma grande merda. É decepcionante para os políticos empossados no lugar daqueles, devolverem as vagas? Sim, é decepcionante. Então o STF errou no julgamento histórico de ontem?
Não, o STF não errou.
A lei é a lei. A Constituiçao é clara em seu Artigo 16, “a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência”.
Algo pode ser mais claro que isso? Não, não pode.
Então não adianta ficar frustrado, revoltado, decepcionado. O Supremo existe para garantir o cumprimento justamente da Constituição. O que deve causar estranheza é o comportamento dos juízes Carmen Lúcia, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Ayres Britto e Ellen Gracie que votaram contra o relator. Alguns juízes são mais suscetíveis que outros ao clamor popular, a simpatia que podem despertar numa grande parcela da sociedade, mais imediatista. Esses não honram a Casa.
Coragem, temos que reconhecer, tiveram os ministros Dias Tóffoli, Marco Aurélio de Mello, Celso de Mello, Cesar Peluzo, Luiz Fux e Gilmar Mendes, que votaram contra o clamor popular, mas a favor do respeito as Leis, mesmo quando as leis não nos agradam.
Aos deputados e senadores que deverão perder o mandato herdado, só resta continuar lutando, e tendo a certeza que na próxima eleição os seus algozes não voltarão.
Até lá, nada impede que os outros deputados e senadores, hoje tão dispostos a criticar o resultado do STF, promovam uma limpeza das Casas Legislativas, processando e cassando o mandato dos Fichas Sujas que estão voltando. 
É só querer. Mas, será que eles querem?

23 março 2011

Os padres, sempre eles

OGlobo de hoje informa que: ''O padre Júlio Lancelotti voltou a ser ameaçado pelo casal Anderson Batista, ex-interno da Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem), e Conceição Eleotério. Os dois são acusados de extorquir o religioso entre 2004 e 2007, para não lançar contra ele denúncias de pedofilia e abusos sexuais. O casal, que chegou a ficar preso e foi solto em 2008, teve novamente a prisão decretada pelo juiz Eduardo Crescenti Abdalla, do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ambos estão foragidos."
Esse caso é escabroso. Os dois foram presos por chantagem contra o padre. Correto. Chantagem é ilegal. Mas, e o padre? Por que ele aceitou a chantagem durante 3 anos? O padre chegou inclusive a financiar um Pajero para o chantagista. Se nada tivesse a temer, ou esconder, o padre teria denunciado logo de cara, na primeira tentativa em 2004, mas não, durante 3 anos atendeu a todas as exigências do seu ex-pupilo.
Continua OGlobo: "Com as investigações iniciadas, a polícia abriu inquérito também contra o padre, para apurar supostos abusos sexuais. O arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, protestou e disse que a imagem da Igreja Católica estava sendo colocada em execração pública com as denúncias contra o padre."
Ou seja, a gente entende que o protesto fez a justiça paulista esquecer o assunto, né?
Afinal, o padre é ou não é pedófilo? Cometeu ou não cometeu abusos sexuais?
Só mais uma coisinha. O advogado do padre é nada mais, nada menos que Luiz Eduardo Greenhalg, aquele milionário das indenizações pós 64. Será que está fazendo uma cortesia para o padre, ou o padre tá podendo pagar?

22 março 2011

Descontração

Exemplo da descontração bahiana:

Enfim, uma boa notícia.

A BBC Brasil publicou hoje:
Dados de censos colhidos desde o século 19 indicam que a religião pode ser extinta em nove nações ricas que foram analisadas em um estudo científico.
A pesquisa identificou uma tendência de aumento no número de pessoas que afirmam não ter religião na Austrália, Áustria, Canadá, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia, Suíça e República Tcheca --o país com o índice mais elevado, com 60%.
Usando um modelo de progressão matemática, o levantamento --divulgado durante um encontro da American Physical Society-- mostra que as pessoas que seguem alguma religião vão praticamente deixar de existir nestes países.
Na Holanda, por exemplo, 70% dos holandeses não terão religião alguma até 2050. Hoje, esse grupo é de 40% da população.
"Em muitas democracias seculares modernas, há uma tendência maior de as pessoas se identificarem como sem uma religião", afirma Richard Wiener, que trabalha em um centro de pesquisa em ciência avançada, subordinado ao departamento de física da Universidade do Arizona.
A pesquisa seguiu um modelo de dinâmica não-linear que leva em conta fatores sociais e a influência que exercem em uma pessoa a fazer parte de um grupo não-religioso.
Os parâmetros se mostraram semelhantes em vários países pesquisados, indicando que a religião está a caminho da extinção nessas nações.
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Já é um primeiro passo...

Oposição?

Afinal o PDB (Partido Da Boquinha) parece que vai virar PSD (ou um PSDB que perdeu os seios). O Kassab, aliado de longa data de Serra e Alkmin, dá pinta de que viu a mosca azul.
Agora até o Índio da Costa, que causou tão boa impressão na campanha à presidência, está se bandeando pra lá.
O engraçado é que o chefe Kassab, quando do lançamento, colocou o partido à disposição de sua majestade dilma, ou seja, vai compor a base governista, e o Índio disse hoje que vai continuar na oposição.
É uma grande bagunça...

Herdeira Política

Deu na Folha de São Paulo:

Lula se queixa de comparações entre seu governo e o de Dilma


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamou ontem das comparações entre seu governo e o da presidente Dilma Rousseff.
Em tom de desabafo, ele acusou "adversários" de ressaltar diferenças de estilo na nova gestão com o intuito de atingi-lo. "É no mínimo hilariante", disse Lula.
"Durante oito anos alguns adversários tentaram vender que éramos a continuidade do governo anterior. Agora que elegemos uma pessoa para dar continuidade, eles estão dizendo que está diferente", completou.
Lula discursou em jantar oferecido a ele pela Federação das Associações Muçulmanas do Brasil, em um clube na zona sul de São Paulo.
Um amigo do ex-presidente disse à Folha que ele está irritado com o que considera elogios excessivos a Dilma na imprensa. O petista considera que o tratamento amistoso tem como objetivo depreciar a herança de sua gestão.
A uma plateia de empresários de ascendência árabe Lula disse confiar no êxito da sucessora. "Eu conheço bem a presidente Dilma. Tenho certeza de que ela vai continuar [seus programas] e fazer mais coisas."
Após os "rasgados elogios" do presidente americano, Barack Obama, em sua visita ao Brasil, "quem sabe alguns que passaram dez anos criticando comecem a falar bem porque deu no "New York Times'", disse.

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Ele não se conforma com a saída do Palácio. Com certeza, considera que os elogios do presidente americano foram motivados por ele. Além disso, o molusco não ve que a herança maldita que ele passou 8 anos pregando haver recebido do Fernando Henrique, foi a que ele deixou para a atual presidente. Inflação descontrolada; gastos púlicos nas alturas; autarquias e empresas públicas ''aparelhadas", e o pior de tudo, a sensação de impunidade nas alturas.

21 março 2011

Se Lula é o "cara"

Para Obama, Dilma é ''a coroa".